Jovens na década de 60 e 70 quando a juventude mundial ensaiava passos de liberdade e mudança dos costumes, em uma época que a amizade era um bem maior na relação de valores entre as pessoas, um grande grupo de amigos dos bancos de escola, ou da turma do futebol, companheiros de bailes, e de movimentos artísticos resolveram dar um nome a isso tudo.
Os jovens daquela época tinham em suas horas de lazer um objetivo, organizar eventos para a juventude, e um dos hábitos saudáveis daqueles tempos dos jovens era os grandes bailes. O país vivia o duro período do regime militar em que reunião com muitos jovens era vigiada e até proibida.
O grupo constituído em sua grande maioria de jovens de famílias com hábitos simples de vida procuravam um nome para servir de identidade. Quando convidados para participar de uma gincana beneficente, “Gincana da Record”, TV Record e rádio Jovem Pan, que tinha tarefas voltadas a ações sociais, um nome foi lançado pelo grupo, Mixórdia.
Osvaldo Marchetti, Francisco Eugenio Bonello, José Roberto Juliani, Paulo Africani, José Bucharelli, Ricardo Rizzini, João Ribeiro (João Boca) e Ernesto La Torre foram os que batizaram o grupo. Confusão, bagunça é a definição que os dicionários dão a palavra “Mixórdia”, e esse nome foi adotado por um grupo de jovens moradores da zona norte de São Paulo, principalmente nos bairros, Bom Retiro, Barra Funda, Casa Verde, Jardim São Bento e Santana.
A proposta do grupo não era realizar confusão e nem bagunça, e sim a união e liberdade entre a juventude daqueles tempos difíceis. A música, a amizade e a confraternização entre todos aconteciam nos bailes promovidos pelo grupo.
Ao completar 40 anos da Mixórdia os remanescentes daquela geração contam nesse site um pouco da história de um grupo de jovens que sempre acreditaram que é possível viver uma juventude sadia e sem vícios.
Além de contar um pouco da história onde cada um seguiu seu caminho nos mais diversos segmentos da sociedade, atuando em várias profissões, o grupo se une novamente com objetivo de realizar ações sociais e destacar que a amizade entre os semelhantes vale à pena. Mixórdia, “amigos para sempre”.
Celso Jardim
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